22 de dez. de 2008
20 de dez. de 2008
uma carta
até que tá melhor assim. eu aqui, tu em algum lugar qualquer
poderiamos pensar que foi bom enquanto durou, pelo menos em algumas de nossas transas, foi bom enquanto não terminava
é. na verdade eu sempre achei que ia terminar assim, eu passando de otário, medroso, fugindo, não querendo nada
fazer o que se a vida me reserva as piores lembranças possíveis.
pelo menos voltei a me apaixonar por várias nas paradas de onibus.
quer saber, eu gosto de ti. mesmo. pra caralho
mas não rola. nosso caso só vai ser bom quando depois da foda, fumarmos um grande baseado e se despedirmos até amanhã, ou outro dia em que nós nos necessitarmos.
porque a gente não se precisa todos os dias, e isso que é o bom da nossa relação. meses sem se falar, sem se ver, até que num dia, agente resolve se encontrar.
por uma noite, duas quem sabe. mas deu. o bom nosso é a distância. e a aproximação depois de se perder
mas agora eu tenho que ir. a pizza tá queimando, a campainha tocando e a cerveja já terminou.
um beijo
nos vemos quando for a hora.
18 de dez. de 2008
pensar pra não esqueçer
decidiram não abrir os olhos
durante vinte anos
tiveram os olhos cobertos
durante vinte anos
enchergavam apenas um lado
durante vinte anos
olhavam e não viam nada
durante vinte anos
os olhos serviram para chorar
durante vinte anos
olhos foram furados
as bocas costuradas
e os ouvidos abafados
agora
à quarenta anos
querem nos fazer olhar pra frente
enquanto
mais uma vez
matam nosso passado
9 de dez. de 2008
doismilepouco
onde tu vais andar
se as pedras que tu pisa
já não estão no seu lugar
filho
o que tu vais comer
se a comida que te dão
já não te alimenta mais
filho
o que tu vais fazer
se o mundo em que tu vives
já não existe mais
filho
porque parar de sofrer
se a garota que tu amas
já não te beijas mais
filho
porque continuar a ler
se os jovens com quem tu andas
já não lutam mais
filho
porque um filho ser
se o mundo em que vives
não te faz crescer
filho
não deixes de viver
30 de nov. de 2008
gil
mas é bom pra caralho!!!
"É a mesma dança na sala, no Canecão, na TV
E quem não dança não fala, assiste a tudo e se cala
Não vê no meio da sala as relíquias do Brasil"
25 de nov. de 2008
16 de nov. de 2008
até mais tarde
não liguei pros teus convites, não atendi tuas chamadas, não vi tuas mensagens
liguei pra alguns amigos que me disseram não
outros não estavam na cidade
e outros nunca foram daqui.
essa noite coloquei uma calça nova, o mesmo tênis velho
e acabei com a garrafa de vinho que comprei pra nós
rolava na cama sozinho, cantando alguma música da minha festa que só eu fui
essa noite eu sai pra caminhar, pra beber em algum bar, pra beijar em algum lugar
troquei conversas comigo mesmo, escolhi os discos que iriam tocar
e essa noite acabou comigo em casa
sozinho
com dois copos sujos de vinho
um cinzeiro virado na mesa
e eu dançando desengonçadamente uma música do cazuza ao amanhecer.
26 de out. de 2008
quando a canção acaba ela vira música #4
há uma semana minha garganta sofre. uma inflamação que acaba comigo, não me deixa falar ao acordar.
há uma semana tento melhorar tomando cervejas geladas, whiskys baratos e tragando a fumaça dos baseados que insisto em fumar.
há uma semana chove nessa cidade. meus tenis estão molhados, meu guarda-chuva estourou em algum vendaval.
há uma semana ando com a calça rasgada.
há uma semana decidi largar a faculdade. mas mesmo assim estou a uma semana lendo todos os textos, fazendo todas as provas, entregando alguns trabalhos.
faz uma semana que conheci pessoas novas.
faz uma semana que não durmo direito. que acordo no meio da noite. que vou deitar na madrugada. que o meu despertador é ignorado.
faz uma semana que não falo contigo. faz vinte anos que eu enjôo das pessoas.
faz uma semana que tu pensa em como me chamar de medroso, de criança.
há uma semana eu não paro. não durmo. não leio um livro. não vejo um filme.
faz uma semana que tu quer alguma satisfação. que tu quer a resposta da mesma pergunta que tu me faz a dois anos.
faz um dia que tu me chamou de criança. querendo falar sobre amor por email. por mensagens anonimas.
faz uma semana que vivo num caos.
faz um dia que tu estampa na minha cara que tenho medo
é que não consigo amar intensamente, quando não te gosto o sufuciente.
faz dois meses que tu considera o que escrevi a três meses atrás.
faz dois meses que estamos tentando. e faz uma semana que desisti.
faz uma semana que eu tô cansado. que não acho sentido pra tanto tempo perdido.
faz uma semana que sou criança, por não querer mais estar contigo.
25 de out. de 2008
aula sábado - manhã
blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá
blá bláblá bláblá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá
blá bláblá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá
blá blá blá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá
blá blá blá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá
blá bláblá blá blá blá blá
blá bláblá blá blá
blá blá blá
mariana? eu!
paola? eu!
pamela? presente!
patricia? presente!
pedro? eu!
rafaela? eu!
ricardo? . . .
...................aqui
3 de out. de 2008
30 de set. de 2008
lou reed, leminski, ginsberg e cazuza
Nunca vou ouvir falar de rimbaud negociando escravas brancas. Nem vou ver o Alen ginsberg pagando michê no alasca
Nunca vou sentir a maldição.
walk on the wild side
nunca vou chorar num banheiro sujo. não vou ver a face de deus
nunca vou sentir lou reed, warhol, nico & heroin
nunca vou transar teatro. ou tocar minhas canções
nunca vou transar com cadáveres
nem ser currado por animais, ou homens
nunca serei aquilo que agente é
e isso nunca vai me levar a lugar algum
nunca vou descobrir que a vida é bela
por que só as mães são felizes
28 de set. de 2008
27 de set. de 2008
(a)lento tempo
que tudo que ele falava
não passava
de idéias contadas
por outros caras
mas ele sacava
o que nos mostrava
formava teses
divagava
retrucava
e nunca parava
passavam horas
e não conversava
fumava cigarros
doses lhe animavam
a diferença que nos aproximava
e que ele fazia
o que eu só falava
20 de set. de 2008
deu na tevê
descobri que a solidão causa ataque cardíaco
junta com a minha genética
tô fudido
17 de set. de 2008
13 de set. de 2008
11 de set. de 2008
quando a canção acaba ela vira música
compraria garrafas de vinho de péssima qualidade
porque sei que depois a ressaca não seria tão ruim
se tudo acabasse amanhã
compraria garrafas de vinho de péssima qualidade
e beberia-as com todo o prazer
porque sei que depois a ressaca não seria tão ruim
se tudo acabasse amanhã
compraria garrafas de vinho da pior qualidade
e gozaria de bebe-las jogado no chão da sala
porque sei que depois a ressaca não seria tão ruim
se tudo acabasse amanhã
compraria garrafas de vinho de péssima qualidade
beberia com todo o meu prazer
por que sei que depois a resaca nao seria tão ruim
se tudo acabasse amanhã
compraria garrafas de vinho de péssima qualidade
para comemorar
porque sei que depois a ressaca nao seria tão ruim
se tudo acabasse amanhã
compraria as piores garrafas de vinho
e beberia-as sozinho para comemorar
porque sei que depois tu sempre volta
se tudo acabasse amanhã
compraria as melhores garrafas de vinho
e beberia-as atirado na cama com todo o prazer
porque sei que depois a ressaca seria pior contigo
10 de set. de 2008
ben #1
e mais uma noite como a do último sábado
fico com os comprimidos
que me fizeram falar contigo
e depois te ignorar no final de semana
9 de set. de 2008
uma dose de incoseqüência pode nos fazer bem
é que antes de falarmos
ou fazermos
pensamos demais
porque a política sempre volta
O "Atelier Livre da Prefeitura" vive em situação de risco e condições precárias de funcionamento. O espaço, que já contou com 1.000 alunos, hoje possui em torno de 300. Quais os planos para esse espaço visando à retomada de "status criativo por excelência" que já possuiu em períodos anteriores?
essas e outras perguntas, respondidas pelos candidatos à prefeitura de Porto Alegre estão no Blog do Arteweb numa entrevista exclusiva e reveladora, por que não!
Porque votar consciente também é uma arte
26 de ago. de 2008
24 de ago. de 2008
tua hiperatividade é uma merda, mas eu preciso dela
Queria dar uma volta, fazia dois dias que estava em casa, caminhando do quarto para a sala, da sala para a cozinha, da cozinha para a sala, para o quarto e depois vomitava tudo no banheiro.
Na verdade esperava que tu estivesses andando pelas ruas do bairro. Em outros momentos, quando não queria, sempre te encontrava saindo de um bar ou entrando na casa de alguém.
Antes de sair desliguei o Ian Curtis das caixas de som do meu quarto. Um sábado pré-domingo de chuva há dois dias trancado num apartamento de 30 metros quadrados, Joy Division era a trilha perfeita.
Enrolei um baseado. Caso te encontrasse, certamente fumaríamos. Se não te encontrasse viajaria sozinho, como de costume nesses últimos dias.
Fazia frio e a cidade estava calma. Já anoitecia e as pessoas, com medo das ruas, trocavam os parques pelas suas casas. Eu saia, com medo de ficar em casa por mais 1 minuto.
Quadras passaram e nada de ti, de ninguém. Encontrei um mendigo que conversara bêbado uma noite qualquer no meio da semana. Lembro que dividimos um cigarro, dele. Não fumava, me fazia muito mal à nicotina e as outras substâncias. Minha asma já tinha suportado três anos de maços, e não resistia mais.
Entrei num bar, desses que surgem encravados num prédio antigo. Uma mesa no fundo e uma cerveja. Muito barulho e as paredes me apertavam. Sai de casa porque não agüentava mais ficar entre aquelas quatro sustentáveis e claustrofóbicas paredes - e nem outra qualquer.
Caminhei pelo parque que tinha ali perto, já anoitecera e entre as árvores poucos se arriscavam a passar. Tinha medo, mas a necessidade de adrenalina, ou qualquer experiência que me agitasse, superava qualquer trauma que, por ventura, poderia ter.
Encontrei outros conhecidos, mas não parei para conversar. Apertei o passo fingindo um compromisso inadiável ali na outra esquina. Nunca nos falamos muito mesmo. O que conversaríamos a essa hora nesse lugar?
Do outro lado, olhando a outra rua, sentei num banco e parei.
Enquanto olhava ônibus passarem, minha cabeça girava num fluxo de pensamento incrível. Quando me dava conta do que estava pensando, outra coisa surgia e mudava meu raciocínio. Talvez a incrível quantidade de remédios consumidos na noite anterior ainda fizesse algum efeito. Ou não.
Acendi o baseado, sozinho. Os ônibus diminuíram o fluxo. Os carros passavam com calma. Os postes de iluminação acenderam. As poucas pessoas que caminhavam com passos apertados, diminuíram o ritmo e contemplavam a noite fria e calma.
Minha cabeça já não pensava mais como antes. Leves divagações se misturavam ao olhar fixo num ponto perdido no final da quadra.
Já quase no fim da droga tu aparece fumando um cigarro. Te chamei e me arrependi quando falei a última vogal do teu nome.
Já chegou contando história, me abraçando, beijando no rosto. Nem sentou no banco. Ficou ali pulando e as cinzas do teu cigarro caiam sobre o meu colo.
Te ofereci um pega. Aceitou e fumou todo o resto que tinha, ainda de pé e contando outra história. E eu tentava entender a anterior.
Deve ter passado uma hora. Tu falavas e eu ria. No sétimo cigarro que acendeu, roubei ele da tua boca e tu reagiu com um beijo.
Já estava completamente escuro naquele parque e ninguém mais passava por ali.
Outros trinta minutos perdemos nesses beijos e abraços que aconteciam naquele banco. Tu continuavas agitada.
Pegamos um ônibus e fomos para a tua casa. Na chegada umas cervejas que gelavam na geladeira.
No teu quarto transamos a noite inteira. Entre conversas, copos e sedas, fazíamos o que melhor sabíamos juntos. Quando amanheceu tu parou e dormiu. Pela primeira vez escutei o silêncio naquela noite/dia. Uma calmaria invadiu meu corpo nu e deslizei para dentro do colchão, contigo virada para o outro lado da cama
Quando abri os olhos do pequeno transe tu dormias como um bebe ai do lado. Tudo estava calmo. Parei de admirar teu corpo e girei meus olhos pelo quarto. E ai me dei conta de que estava entre as tuas quatro paredes.
Acendi um cigarro.
23 de ago. de 2008
18 de ago. de 2008
não sofro de insonia e durmo denoite pensando em ti #6
e me convidasse para sermos felizes
eu aceitaria
mesmo que minha voz hesitasse em vários momentos
e quando não saberia mais o que te falar
te convidaria para fumar outro
não é para pensar que fujo de algo
só não encontro o melhor jeito de dizer sim pra todas propostas que me fizer
e se um dia chegarmos a desistir de sermos felizes
pelo menos saberemos que o que aconteceu não ficou só em nossas imaginações
ou desejos
17 de ago. de 2008
fluxo de pensamento - ou apenas um porre que ainda não acabou
..o pior de tudo é que já pensei de mais....agora, parado aqui, não consigo seguir a linha de pensamento que tive. ! foi muito rapido ( porra de acento que não cabe em nenhuma vogal) uma quadra, um final de noite que começou dia e ainda nem sei quando vai terminar....
..pior de tudo é que aquela festa "???" tava boa, um som legal, gente legal, garotas legais e as porras dos meus pensamentos atrapalhavam tudo, ou me mostravam o que sempre quis saber...blablabla
..puta que pariu, alias pariu escrito é muito estranho, será que se fala do mesmo jeito que se escreve? puta que pariu fiquei a noite inteira ou mandando mensagens, ou bebendo cervejas, ou dançando sozinho, junto com uma galera, e, mesmo que ela tenha passado a noite inteira a roçar a bunda em mim, mesmo beijando outros caras, eu acabei na casa dela sentado no sofa enquanto ela falava e falava e falava....hiperatividade, apesar (???) de tudo não consigo aguentar....
..e as merdas dos pensamentos que tive caminhando insistem em não voltar.....e o pior é que uma frase boa tinha aparecido no meio de tudo....mas acabei perdendo, ou esquecendo de proposito só para não ter que assumir qualquer compromisso...
..e ainda passei parte da noite na casa dela, louco pra beijar ela denovo, sem ninguem saber, sem nem nós ter qualquer conhecimento do que estamos fazendo....acabar o novo dia beijando e beijando e beijando sem saber o porque, mas sabendo o porque de não estar fazendo nada....á que merda de tesão que não acaba com uma noite na cama dela...eu quero mais, mas talvez ela não queira, e talvez eu tambem não queira perder quem eu realmente quero, ou que pelo menos quem dizem que quero, e sei que estão certos....
..e continuo aqui a escrever, ainda tentando lembrar das coisas que pensei enquanto caminhava e não tinha nenhum lugar a não ser a minha cabeça girando de alcool para lembrar daquelas mesmas coisas que acabei de esquecer...
..e o pior de tudo é que me lembro do final....e no meio de tudo eu ja sabia o final...e enquanto em tentava dançar com outras, beijar outras, pensar em outras, sentir outras - mesmo não conseguindo te sentir nas ultimas vezes - e as outras que eram tantas, tão distantes naquela mesma pista de dança, o pior é que eu ainda sei o final
e o pior...................
é que eu ainda continuo pensando em ti!!!!!!!!!!!
6 de ago. de 2008
"de cara - ..."
pra dizer pra ela
soa ridiculo dizer isso
mas agora
tenho medo
eu preciso dizer
o que o caetano escreveu numa canção
eu quero dizer
pra essa mulher
assim mesmo que já disseram
a música do caetano que acabei de escrever
4 de ago. de 2008
as coisas não começaram bem - ou elas estavam boas e terminaram
o primeiro dia de seis meses de dias iguais e que me deixam mais igual ainda
é apenas segunda e nem o princípio de mudança ocorrido na tarde faz sentido
segunda-feira denoite e eu entediado em casa
louco para sair
para não ter que viver mais outro semestre igual aos já outros quatro vividos
é segunda-feira e a úncia coisa que me tira do normal
é o whisky que bebo querendo mudar
diretas #37
- nosso caso é muito estranho
e ela respondeu com um beijo dez dias depois
quando ele voltou
2 de ago. de 2008
último sábado de férias (não que isso tenha muita importância) e eu em casa
uma temperatura ótima para caminhar pelas ruas
entrar em qualquer bar e beber qualquer bebida ao som de qualquer conversa
mesmo que seja o silêncio o melhor papo
alguns filmes locados, dois assistidos
cervejas que sobraram da visita dos pais
vinil do caetano veloso rodando na sala
incensos sendo queimados
um baseado para ver se algo melhora
bob dylan, cazuza, stones, lou reed e mais um monte de gente cantando nas caixas de som do meu quarto
uns goles no jack daniel's recém comprado
curtas que passam num programa de baixa audiência na tve
tentativa de marcar algo para fazer no domingo
planos para a semana
vontade de beber um pouco de todas bebidas compradas na fronteira
ainda o mesmo baseado para fazer compania
alguns poemas do ginsberg
uma caminhada até a rua do lado esperando encontrar alguém, ou algo
the doors, vitor ramil, andres calamaro e várias pessoas ainda cantam nas minhas caixas de som
um violão com uma corda a menos
idéias de novas pinturas na parede
leitura em mais um livro sobre os beats
ainda o ritmo de noites dormidas graças aos porres tomados desde as manhãs em ares castelhanos
cigarros, se os tivesse e eles não me fizessem tão mal
mais uns poucos goles no whisky
algumas músicas que nem identifico mais
sem saco para fumar outro sozinho
mais um final de semana de ócio
mais um final de férias de ócio
mais um início de semestre de ócio
e uma vontade filha da puta de fazer algo
mesmo que seja um porre
mas pelo menos acompanhado
1 de ago. de 2008
o nome dela aqui cairia bem
e eu ainda tenho dúvidas
26 de jul. de 2008
b(?) aires
continuam comendo de boca aberta
vangloriando o porre que nao terminou bem
durmindo na rua, em cima do teclado, em qualquer lugar
gritando feito um louco
caminhando sem conhecimento do corpo
batendo nos outros, nao sabendo andar
e se achando generoso
por querer pagar algo que perdeu
e não era seu...........muito menos meu
continuam sendo meus amigos que tentei me afastar
continuam achando que contar histórias
de porres solitários
é atrativos para mulheres
e homens
continuam achando que o bom de viajar
é beber dentro de um albergue
que caminhar pela cidade
é pior que beber a cerveja local
é pior que andar e andar e andar
como seus ídolos realmente faziam.
continuam a não ter opinião
a falar idéias prontas
de quem veneram
mas poucos conhecem
continuam a ser o gênio que não é
mas que pensam que são
nao mudei
ainda quero te beijar
17 de jul. de 2008
viajar é preciso
quando voltar
não repare na mudança
ela foi boa pra mim
e melhor ainda para nós dois
hasta
"...porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante - pop! - pode-se ver um brilho azul e intenso até que todos aaaaaaah!..."
12 de jul. de 2008
da sequência crise de criatividade que o interior nos proporciona (ou apenas uma simples revelação)
não que seja insuportável a convivência - ainda há conversas - mas
mas aquele cigarro já não tem o mesmo gosto
aquela música já não nos deixa em transe
eles continuam iguais. o problema é teu mesmo
hoje nos tornamos conhecidos
um dia seremos histórias sem nomes
23 de jun. de 2008
diretas #13 - num bar
médico: eu salvo vidas
estudante de jornalismo: eu escrevo e o cara escolhe se quer se matar ou não
...
12 de jun. de 2008
9 de jun. de 2008
ano 2008
Mesmo com as fortes revelação de roubalheira e a falta de ética da política gaúcha, não foram vistas pessoas que protestassem contra o saqueamento do dinheiro que pagam em forma de impostos e afins.
A movimentação na praça da Matriz ficou a cargo dos políticos envolvidos nos escândalos, que realizam reuniões para melhorarem a imagem do partido frente as denúncias.
Por outro lado, no dia de hoje, quando César Busatto depõem na CPI para contradizer as falas que o mesmo confirmou no dia 26 de maio, assessores e amigos aplaudem a cada frase dita pelo ex-chefe da Casa Civil.
Em relação ao responsável pelas gravações escondidas, Paulo Afonso Feijó, um futuro candidato a prefeitura de Porto Alegre defende a atitude sacana do vice-governador do estado. Onyx Lorenzoni acredita que a falta de ética é justificada pelo fato de Feijó ter revelado o que todos sabiam: a política está uma merda em todo país!
Por fim, a CPI apurará os casos, ninguém será julgado, a sacanagem continuará e a população permanecerá em suas casas reclamando em frente ao jornal das 8 horas. Tudo isso devido a forte frente fria que atinge o estado no início do inverno.
3 de jun. de 2008
diretas #9
eu sentado num banco onde minhas pernas nao cabem
a rafaella em pé roendo as unhas
Oh vida!
28 de mai. de 2008
desabafo
AAAAAAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
AAAAAAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAaa
aahh. . .
26 de mai. de 2008
livre interpretação de uma aula do juremir machado, segunda-feira, noite
yeah!!!
25 de mai. de 2008
20 de mai. de 2008
farsa
negando cigarros e mais cigarros
jogando no ralo bebidas e mais bebidas
fico acordado pelo menos uma noite
19 de mai. de 2008
canção de quatro notas para bruna
talvez eu tenha que amar
com vinte anos
talvez eu tenha que amar
aos vinte anos
talvez eu tenha te amado
com vinte anos
talvez eu tenha te amado
aos vinte anos
talvez
talvez
talvez
talvez eu tenha que ter te amado
com vinte anos
talvez eu tenha que ter te amado
aos vinte anos
talvez
deixo aqui o meu repudio
contra o teu amor
17 de mai. de 2008
[des]poesia
Queria ser artista Brincar com a epifania esquizofrenia
Numa gaveta guardava meu lado reacionário Na forma de um dicionário que me levava a fazer tudo como sempre fiz
Escritor de artistas Fazedor de poesias
Criava ídolos Revolucionários Loucos Drogados Bichas
Mamãe sempre dizia A vida não é pra ser tão intensa Como fazem os loucos que eram os artistas
Poetas Não escreviam poesia no primário como eu Reacionário Com um dicionário engavetado No âmago de ser artista imaginário
14 de mai. de 2008
definitivamente
Diálogo # 17
b. diz:
pq convenhamos o gabeira é artista
b. diz:
diria que o politicamente correto é que atrapalha a arte
r. diz:
artista fazendo arte na politica (trocadilho a la couto)
r. diz:
a politica politicamente correta, atrapalha a arte
b. diz:
e digo mais, a corrupção no brasil é poesia pra caralho
b. diz:
queira-se ou não
r. diz:
até pq não é politica politicamente correta
b. diz:
e a corrupção de tão frequente e displicente que tá, já tá virando politcamente correta
r. diz:
por isso que ela não causa mais nada
b. diz:
absurdo total
r. diz:
ou seja, perdeu-se a arte nela, a poesia
b. diz:
o conformismo popular ajuda é claro
b. diz:
falando em viajem, vou pras últimas páginas do on the road e ver o que dá da novela
r. diz:
e eu to largando o estágio em junho e estamos viajando
13 de mai. de 2008
12 de mai. de 2008
em tempo de ano eleitoral
"Ele tava cortado por causa do tiro, todo machucado. Sofria, coitado! Mas a preocupação dele era com as minhas filhas crianças. Eu estava penalizada com o estado dele e ele desesperado pela situação delas. Ele queria fazer alguma coisa."
Dona Neusa gostaria muito de rever esse jovem, que, em meio a seus próprios tormentos, era capaz de superá-los para tentar diminuir o sofrimento alheio. Ela se alegra quando descobre que o seu entrevistador conhece o jovem e pode registrar a sua gratidão tantos anos depois. O nome do jovem: Fernando Gabeira
Relato sobre a prisão em massa que aconteceu no congresso da UNE, em Ibiúna. Além dos diversos estudantes presos, a família que cedeu o sítio para o congresso foi também presa e torturada. Pai, mãe e filhas.
Se a maioria não se importa, a minoria que se faça presente. A formação da História começa por ela.
Rotina
aula
onibus lotado
almoço
onibus lotado
estágio
onibus lotado
onibus lotado
aula
carona
jantar
rémedios
briga contra o sono
derrota
falta tempo para fazer
.
.
.
9 de mai. de 2008
Sessões
Ela matava uma aula de um cursinho que nunca ia. Ele apenas reuniu garotas nas noites que fazia só com amigos e algumas bebidas.
Depois de algumas garrafas de vodka, outras latas de cerveja e alguns cigarros, subiram para o apartamento. Ele, ela, um amigo e uma amiga. Claramente pensava que estaria diante de sua primeira orgia. Isso não aconteceu. Queria que nem sexo tivesse feito naquela noite.
Foram para um dos quartos e trinta minutos depois ele sai pra buscar umas latas de cerveja e ela para conversar com a amiga que anda só de calcinha pela casa. Da de cara com amigo na cozinha tomando um whisky dos seus pais.
Se encontram na sala, os quatro. Ele olha para os peitos da amiga e manda um beijo. Vai para o quarto com a mesma garota de antes.
Depois de mais trinta minutos, finalmente transam. Ele nu, com as costas arranhadas, diversos pacotes de camisinha no chão. Ela com as calças no joelho, de blusa e menstruada.
Enquanto trepavam, sem trocarem olhares, apenas sentindo a respiração ofegante do outro, as primeiras palavras que escuta é Tiago. Não deu bola para o que achava ser sua imaginação e continuo a tentar tirar a blusa dela, visto que as pernas já estavam abertas. Ouviu mais diversas vezes Tiago, Tiago, Tiago Tiago...
Não ligou, quem não se engana de nome no meio de uma transa. Afinal o que acontecia ali era apenas uma transa. Apesar da historia dos dois, era apenas uma transa.
Despediram-se na mesma noite. Acabaram o colégio naquele ano e nunca mais se encontraram.
Dois anos depois em uma sessão de análise, já mais acostumado com a ideia de falar com alguém desconhecido sobre o seu próprio desconhecimento, conta a historia ao psiquiatra.
Freneticamente resume a historia de uns dez anos dos dois em sete minutos. A noite da festa em mais cinco minutos. E a transa em dois.
Para de falar – mais uma vez espera ouvir algo do terapeuta- passam alguns longos segundos e ele finalmente responde após suas histórias:
- Já parou para pensar que a diferença entre Tiago e Te amo, é apenas uma letra.
8 de mai. de 2008
6 de mai. de 2008
sweet Jane
Como era tímido de mais para falar com as mulheres que se apaixonara nas paradas dos ônibus, recorreu à prostituição. Abriu o jornal popular de quinta-feira, classificados, massagem e acompanhantes. Anotou uns oito telefones, visitou umas cinco páginas na internet, gozou. Loiras, morenas, ruivas, asiáticas, negras, pés tamanho 34, 35, 36, magras, pequenas, peitudas, depiladas, porém, caras. O pouco dinheiro que recebia de seus pais para o estudo gastava em garrafas baratas de um vinho qualquer. Quanto mais bagaceiro, mais barato e mais garrafas poderia comprar.
Lembrou de uma amiga que conhecera na nova cidade. Apaixonaram-se no primeiro mês e foram para a cama. Brochou e mentiu que amava outra. Ainda hoje mente que ama. Brigaram. Ela queria transar e ele não conseguia, queria, mas não conseguia.
Então lembrou de outra amiga que havia vindo em sua casa um ano atrás. Porém, ela morava em outra cidade e havia começado a namorar um conhecido seu. Não que isso fosse um problema, tanto pra ele quanto pra ela. Mas não adiantava, ela só voltaria em nove dias e ele precisava pra agora. Além do mais, ela não tinha pés tão bonitos. Nada bonitos pra falar a verdade. Daqueles gordos e pequenos que parecem pequenas bolas achatadas. Pintava as unhas de vermelho, o que já significava muita coisa. E os dedos, os dedos eram os piores possíveis. O dedão era redondo de mais e a unha parecia se perder no meio de tanta carne. A coitada era uma ilha no meio daquele dedo. E se o dedão já é feio, o resto não precisa nem olhar.
Já sabia de cara quando um pé prestava ou não. Nas tantas tardes em que se enfiava num ônibus só para ver alguns dedinhos e se apaixonar um pouco, percebeu que o pé tem muito a ver com a mão. Quando batia o olho numa garota que o interessava, se não estava de chinelos, a primeira coisa era olhar a mão, o formato dos dedos da mão, do dedão principalmente, já era possível perceber como era o pé. Já sabia se aquela atração valeria a pena.
Mas voltando.
A amiga que mentia que amava viria à cidade. Mas com ela não era fácil, além da amizade dela por ele, ela era tudo o que ele sempre quis. Morena. Baixinha, Magra. Seis medianos. Bunda igual. Pés lindos. Lindos! Tamanho perfeito – 35/36 – nem gordo nem muito magro, dedos do tamanho exato. A unha milimetricamente desenhada para aquele pé, e, quase nunca pintadas de vermelho. Mas ela sempre fora sua mentira, convidá-la para foder não era fácil.
A amiga que tinha brigado já havia esquecido daquela noite e voltara a falar com ele. Freqüentemente ia a sua casa para beber, escutar uns discos e fumar sua maconha, mas nunca para ser jogada novamente na cama. Queria matar o tempo, nada de sexo. E como era tímido nunca tentou beijá-la novamente.
Não agüentava mais. As mulheres que se apaixonava ou eram amigas, ou tinham pés feios. As prostitutas que fora atrás, até tinham belos pés, mas não queriam diminuir o preço. As garotas das ruas nunca o olhavam, pelo menos não reparava, estava ocupado de mais com a cabeça sempre voltada para baixo.
Restou-lhe abrir uma garrafa de vinho e se masturbar enquanto sua amiga de pés feios não voltava à cidade.
3 de mai. de 2008
Cena I
Um lugar quadrado com uma cama no lado direito. Na frente uma mesa e uma pia. No outro lado um espelho e duas cadeiras.
Enquanto a velha arruma o casaco em seu corpo e o cabelo para o espelho, a câmera se distancia, mostrando os outros planos.
Indo para trás, atravessa o vidro, passa a calçada. Nesse tempo, vagarosamente, as pessoas circulam pela calçada. Chove. Pessoas correm. Outras se batem com os guarda-chuvas. Outras apenas caminham sentindo a água. A velha, ao fundo, ainda arruma o cabelo e o casaco.
A câmera continua indo para trás. Desce da calçada, atravessa a rua. Os carros surgem. Passam. As pessoas continuam andando na calçada. A velha ainda arruma o cabelo e o casaco.
Lembrar: escolher uma música.
2 de mai. de 2008
30 de abr. de 2008
08
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse
No Amazonas, no Araguaia iá, iá,
Na Baixada Fluminense
Mato Grosso, nas Gerais
E no Nordeste tudo em paz
Só mesmo morto eu descanso
Mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do patrão
Que país é este
Terceiro mundo, se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendemos todas as almas
Dos nossos índios em um leilão
Que país é este