01/12/2009

a ideia do mundo acabar ainda nos soa na cabeça e o Van Morrison numa tarde pode ser fatal

- escutar van morrison a tarde inteira não faz bem, a não ser que tu esteja bebendo ou muito tranquilo.

me alertaram hoje. Não tava bebendo, minha garganta ta me matando e engolir saliva já ta difícil pra caralho. Se bem que acredito que uma ceva gelada ou um whisky quente me faria muito bem. Também não tou na maior tranquilidade. tenho uns textos pra entregar pro jornal da faculdade - faz dois meses que não entro numa edição, acabo adiando as pautas ou sem vontade de escrever os texos, mas dessa vez mando de cara duas matérias pra agradar a professora e não ter que fazer isso semestre que vem, denovo. Ando com umas ideias na cabeça pra uns textos, não sei se só contos ainda ou algo maior. ainda tenho a ideia da peça "Poliana, a junkie" pra botar no papel também, fora que juntei vários textos aqui do blog e uns outros perdidos e coloquei tudo num livro: "Flagrantes de Adultério nos Motéis de Teresina". Tenho que trabalhar nele, cortar uns, acrescentar outros, fora que pedi pruns amigos desenharem nuns poemas. Larguei o livro nas mãos deles e disse pra se divertirem onde conseguissem. Gosto do desenho deles. Um é o Guilherme Dal Sasso, que desenhou a capa da última edição do Língua Pop, que aliás, não morreu como avisou o bruno num post lá no blog dele, só falta a gente voltar a passar a madrugada de bar em bar, estrela cadente pra estrela cadente, que pensamos em outras matérias e entrevistados e essas coisas lá da bagaça. Outro que pedi pra desenhar é o Leandro Selister, o cara que era responsável pelo Artewebbrasil, curto os traços dele. Vou ver, quando eles me mandarem uns desenhos e eu acabar de mexer nos textos, coloco pra baxar aqui no blog.

e conversando com o bruno daquela história do mundo acabar e não sei o que, que ele também já colocou no blog dele, na minha pira de que se tudo tivesse desmoronando no outro lado da rua só queria tá sentando num banco na beira da praia com uma cerveja estupidamente gelada olhando todo aquele caos, acrescento agora o Van Morrison no mp3. O bruno já preferiu um Guns, ou o Lewis ou até o Tom Waits pra quando ele voltar do banheiro e pegar uma garrafa de Jack Daniel's e se sentar na mesa do fundo do bar, vazio, com as portas ainda balançando porque o dono fugiu e ninguem mais ficou lá. E a gente ficou um tempo viajando nessas merdas que a gente sempre viaja e como é foda escolher um disco pra quando tudo tiver caindo ao teu redor. O que resta é torcer pra que as coisas não explodam tão rapido, que pelo menos de pra nós virarmos o lado do vinil.

Até que to tranquilo, mas como não o suficiente, e como o alerta me soou sério, vou dar uma volta aqui pela rua, botar a cabeça pra funcionar, comprar um pacote de salsicha pra encrementar na miojo, descolar uns latões de cerveja, mandar a dor de garganta pro espaço e baxar mais uns 6 discos desse irlândes fodido e passar a noite resolvendo essas coisas. Ou não, talvez fique só bebendo e curtindo o som, que já tá bom pra caralho também.

27/11/2009

um gole, enfim

incrível como a pior semana de todas, cheio de merdas para se fazer, é resolvida com umas garrafas de cerveja no congelador e uma conversa despretenciosa ao som de um blues foda num final de dia quente pra caralho.
mesmo a gente sempre chegando a conclusão de quão bosta somos, de que nenhuma garota nos aguenta por muito tempo, de como desperdiçamos amores ou apenas fodas as 4 e meia duma quinta-feira a tarde, mesmo assim um blues, uma bharma gelada e um bom camarada conseguem nos animar e nos deixar rindo de tudo isso.
porque se levar a sério é o pior que nos poderia acontecer.

24/11/2009

tardes e mais tardes assim, levando, arrastando mas sempre tentando alguma coisa, seja lá o que for

cinco e meia da tarde de uma terça-feira muito abafada, tomando cerveja. isso me parece uma vida boa pra caralho. Só precisaria de mais dinheiro para comprar outros engradados. Ou de uma editora bacana afim de publicar um livro de um ilustre autor desconhecido. Ou de coragem pra largar tudo e sair por ai, dando umas bandas, conhecendo pessoas e juntando moedas para a próxima dose, mas dessa vez longe de casa, pra animar um pouco mais essa vidinha boa, porém ordinária.

enquanto isso a gente segue aqui, na frente desse computador escrevendo histórias e mais histórias, rabiscando uns poemas cretinos, inventando personagens, se cadastrando em rh's de empresas jornalísticas, enviando currículos para locadoras, viajando em sites de editoras, assistindo séries americanas e acabando mais uma garrafa. Só pra ter certeza que por pior que parece ser, foi o que escolhi pra me fuder, ou viver.

23/11/2009

e mais um domingo acaba nem tão ruim assim

valeu garota,
pelo trecho
...................(do livro)
e pelo beijo
...................(prometido)

16/11/2009

mais um dose pragente se aguentar mais um dia

é que não adianta perguntar porque eu sempre desapareço depois
Passei todo final de semana ao teu lado,
acordei contigo enrolada no meu braço
e tu ainda quer saber por onde ando nas noites que acontecem depois
A idéia de tu sair usando minhas roupas
de transarmos com camisinha
de tu chegar aqui mestruada
chupar meu caralho
e me fazer gozar usando as mãos
não foi bom pra gente.

Se fosse outra, aquelas outras...
Contigo não

Essa história de baseados e filmes do Bertolucci era boa só na imaginação.
Agora, preciso de outras cervejas
que a tua voz já soa no interfone.

10/11/2009

um chá inglês sem leite pra não esquecerem de mim

no almoço, uma xícara de chá com bolachas água e sal. Chá inglês, do país da rainha mesmo. Ai a tarde se arrasta e a chuva fina e o frio voltam a soprar nas janelas aqui de casa. E uma puta dor de garganta começa a dar sinais depois de alguns dias andando por ai debaixo de chuva sem rumo algum. E depois de encarar uma pilha de pratos sujos da época em que ainda cozinhava alguma coisa por aqui, sem não antes receber um

- e faça um bom trabalho com esses pratos imundos.

caio na cama e deixo o tempo passar um pouco mais. E o dinheiro que serviria para continuar a ter pilhas de pratos imundos na pia é substituido pelo Big Sur do Kerouac e o Amor é um cão dos Diabos do velho Buk. Mas a porra do curso de jornalismo me obriga a ler O Monge e o Executivo. Coisas que só a faculdade pode te proporcionar. A puta com essas merdas de auto-ajuda. Caio matando uns poemas do Bukowski e me divirto com quem realmente tá lendo essas porras que nos indicam.

mais algumas xícaras de chá pra enganar o estômago junto com mais algumas bolchas água e sal. De consolo, o chá inglês mesmo. Bom saber que lembram de ti quando tão lá do outro lado do mundo.

09/11/2009

me faço de louco
.....estrago um pouco
essa vida normal

04/11/2009

alguém ainda fode com a gente, as drogas ou os desencontros.

acho que já fazia uns cinco minutos que eu tava ali, chupando e masturbando aquela boceta e nada do meu pau subir. Só pode ser essa droga que já vem malhada, muito antes de qualquer coisa acontecer. é melhor eu acreditar nisso

- olha só, não ta rolando. esse pó fudeu comigo

- ah não, vai ter que dar um jeito

- que jeito, porra, só amanha de manhã, quando a bucha acabar e a gente acordar.

- nem pensar.

e ai ela pegou um creme que passava sempre que saia do banho e besuntou meu caralho com aquilo. Massageava toda a extensão do meu pau, as bolas, e, safada como era, passava um pouco no meu cu. Ela sempre tenta enfiar o dedo no meu rabo enquanto a gente fode. Descobri com um amigo que ela tenta fazer isso com todos, ou pelo menos sempre com nós. Mas não querida, no meu rabo não.

- to te falando, nem isso vai adiantar. É melhor a gente sair e tomar umas cervejas do que ficar aqui tentando levantar essa porra.

- puta que pariu, amanhã tu vai ter que dar um jeito nisso, se não já eras pra nós.

- amanhã baby, amanhã sempre se dá um jeito.

e ela levantou e sentou na minha cara.

- te vira com a boca por hoje.

foi a única coisa que pude fazer.

já tava na merda mesmo então resolvi acabar com o resto de septo que tenho no nariz. Eram três da manhã quando decidimos entrar numa festa que acontecia no lado do bar. Não fazia a mínima ideia do que tava rolando lá dentro,  mas era entrar naquela casa preta, molhada com o suor que escorria pelas paredes num dos dias mais quentes da cidade e deixar o efeito passar. Pelo menos assim, naquela noite, teria entrado num buraco preto e molhadinho.

tava insuportável naquele lugar. Eu tinha uns vinte reais no bolso e torrei tudo em cerveja pra ver se o calor diminuía. muito pelo contrário, a garota do bar só fazia ficar mais quente com as trovas que me passava quando pedia uma bebida. Mas é sempre assim, bebo duas garrafas, vou três vezes ao banheiro. Devo ter um problema de bexiga que não retém o liquido certamente, ou a minha é menor que as normais, sei lá. Foda é que toda vez que ia mijar, segurava aquele caralho mole e cheio de creme e só pensava que não podia falar com a  garota do bar, se não nunca mais teria alguma chance qualquer. Um amigo já me disse, namorar garotas do bar é foda, mas pelo menos tu descola umas bebidas de graça.

Acabou o dinheiro, a cocaína e meu saco praquele calor todo. Sai sozinho do bar, a garota do creme deve ter ficado puta com a minha incapacidade de fuder naquela noite e sumiu na multidão. Ela tinha uma chave do ap, não ia correr atrás. Antes ainda encontro uns camaradas que me convidam para uma última partida de bilhar, não vou dizer não para os amigos.

- e ai, a noite, foda?

- foda, foda, muito foda.

-comeu alguém?

- bem que tentei.

- como assim?

- essas drogas né velho.

- caralho meu, isso vai foder contigo.

- acho muito difícil isso me fuder, muito difícil

acabou as fichas, as moedas e qualquer coisa que te mantém na madrugada até o dia dar as caras. Fui pra casa, tentar dormir era o que restava. Não foi tão difícil, tirei a roupa e capotei na cama.

Acordo no outro dia de pau duro, loco pra mijar. Olho pro lado e garota não tá na cama. Deve ser por isso que a gente não da certo. Os desencontros acabam com qualquer coisa.

29/10/2009

de rotina ja me basta todas as semanas, porra

eu to afim de escrever sobre alguma coisa, mas ainda não sei o que.

na verdade to na expectativa desse feriado. to a semana inteira afim de tomar umas cevas durante a tarde inteira. fumar uns baseadinhos e ficar atirado na sala conversando merda com a trupe. depois sair na noite, e ai nunca se sabe o que vai acontecer. pode ser tudo ou nada. eu prefiro o tudo e as vezes não me lembrar de nada.

ando vendo a trupe bastante esses últimos meses. ta bacana pra caralho. quando não aguento mais porto alegre, me atiro dentro dum ônibus e duas horas depois já to na cidade da tribo fumacê. mesmo que ficar dois dias lá já me encha o saco novamente, pelo menos tem o pessoal. E as tardes inteiras sentados na frente da locadora olhando as bundas que passam por ai.

Talvez a trupe venha de bando pra cá esse feriado e ai eu não sei muito bem o que pode acontecer. melhor assim, não? de rotina já me basta a semana inteira.

26/10/2009

zero horas de sono em dois dias (ou bate e volta c. barbosa - porto alegre)

que deus me perdoe pela ressaca. São nove horas da manhã e eu to aqui, apoiado num confessionário pagando todos os meus pecados ouvindo essa missa. Sabe como é, me tornei padrinho 11 anos atrás e participar da primeira comunhão da afilhada faz parte disso também. Não posso reclamar, as poucas vezes que encontro com ela me divirto um bocado, e afinal, uma puta ressaca pode agüentar uma missa, não é não?

a noite de ontem foi foda. Misturou aquelas noites em que ta tá prestes a sair, mas tudo em volta te diz pra ficar. E ai tu sai e a primeira garrafa de cerveja ainda não desce como deveria descer e os papos com os amigos não rolam como deveriam rolar e tu fica atirado num sofá pensando que hoje a noite não ta prestando. Mas ai o estômago começa a trabalhar, tu vai digerindo tudo que aconteceu antes e a cerveja já escorre muito mais fácil dentro de ti e as risadas começam a surgir e tu resolve levantar do sofá, colocar um som alto e pá! aparece alguém com a ideia de ir pro bar. é sacana essa noite, ela te testa pra ver se tu merece sair com ela ou não.

e é ai que ela aparece pra ti, quando ela saca que tu ta nela mesmo com tudo girando contra. E ela vem em forma de sinuca, ou de drogas que te deixam uma pilha, ou drogas que te fazem dormir e rir. Recompensa, ela te recompensa por ter deixado a desconfiança pra trás e saído mesmo pensando que não deveria. E tem vezes que a recompensa é demais.

- perdido ai?

- perdido, eu? há muito tempo...não lembro de ti.

- não, tu nem me conhece na verdade.

- prazer então.

- hehe, prazer

- ....

- ....

uns goles na cerveja, o amigo que te cutuca ao lado.

- quem é essa mina meu? Gata pra caralho.

- não sei também velho.

e tu volta pra falar com a garota e ela já foi embora. A noite te presenteia, mas tu tem que desempacotar o embrulho sozinho. E rápido, antes que alguém faça por ti.

nunca me dei bem com as garotas mesmo. Essa história de chegar puxando assunto e ai tem que cuidar pra não dizer tudo que pensa, porque, provavelmente, ela se espantaria com a quantidade de besteiras que seriam. Ou não, vai que ela pense as mesmas porras que eu. Mas ai a cabeça mergulhada na mistura de drogas para dormir e rir e drogas que te deixam uma pilha fazem efeito acabo pensando de mais na minha viagem, e esqueço de falar qualquer coisa. Mas tudo bem, só mais uma noite sozinho é o máximo que pode acontecer.

e a missa acaba. Mas o gosto na boca e a dor de cabeça da ressaca não. E como já são quase meio-dia, um almoço pra celebrar o corpo de cristo que invade mais uma pessoa é inevitável. Não vou reclamar, faz alguns dias que ando a base de miojo com salsicha. Mas é muita comida, não consigo nem olhar praquele monte de carne com queijo e molhos diversos, ou aquela massa, as batatas fritas altamente gordurosas, puts é muita comida pro meu estado físico e mental. E ai vem o momento crucial, as bebidas. Porra, de cara pensei na história que o bruno bandido sacou. Algo como “só um bêbado pra achar uma boa ideia continuar a beber pra não passar mal pela ressaca.” E nesse dia eu era um bêbado e achei aquela história nem um pouco idiota. Uma cerveja, por favor.

zero horas de sono em dois dias, era esse o estado que eu estava quando começou o grenal. Puts, futebol sem cerveja não é futebol, e como a cerveja do almoço manteve meu estado entorpecido afastando a ressaca, mais algumas nos próximos 90 minutos então. Quase dormi nos 15 minutos do intervalo. Quase não, dormi na mesa do bar nos quinze minutos do intervalo. O jogo se arrastou pelo segundo tempo e a hora do meu ônibus partir já tava chegando. O inter ganhou e deu tempo d’eu alcançar o ônibus .

sentei num banco ao lado da janela, coloquei os fones no ouvido e apertei um play nos Rolling Stones. Um tempo depois acordo com a Ângela Rô Rô cantando "Meu mal é a birita", sorrio de canto, viro pro lado e volto a dormir.

23/10/2009

tempo até tenho, vontade é que anda difícil

caralho, faz muito tempo que não escrevo nada por aqui. e nem por lugar algum é bem verdade. até ando tendo algumas ideias enquanto circulo de ônibus pela cidade, ou quando torro minha grana em latões de brahma que insistem em me deixar com uma puta ressaca todas as manhãs quando levanto cedo. a maioria dos latões ainda tão jogado lá em cima da mesa. ando deixando as coisas tudo assim mesmo, jogadas num canto, em cima de algo, mas nada no seu lugar.

quando fui recolher o lixo hoje, fazia alguns dias que ele já transbordava, só senti latas de cerveja e um fedor de cinza quando fechei a sacola. tem tardes que a gente liga o foda-se de vez e passa bebendo, fumando e as vezes descola um cinema, ou uma parceria afim de fazer um tatuagem na hora, na pilha, no auge da piração.

e enquanto isso vou tendo algumas ideias e esquecendo várias na manhã seguinte. mas anda tudo tão arrastado que nem pra sentar nesse computador e escrever algo ta rolando. fazer o que né, acho que um dia isso vai mudar. uma hora a cabeça explode com tanta merda que a gente fica adubando ali dentro.

17/10/2009

uma pequena história

eram dez horas quando se encolheu na cama. as pernas cruzadas, as mãos entre as coxas e as costas arqueadas. antes colocou um disco do bob dylan num volume muito baixo, só para ter um ruído ao fundo. apagou as luzes. pronto, estava feita sua sexta-feira a noite.
agora, era só fechar os olhos e esperar que o tempo passasse.

13/10/2009

"carnaval inesquecível na cidade alta"

acordar cada dia do feriado em um canto diferente da casa sem saber como parei aqui. ou porque to sem roupa, ou porque ainda to de tênis. a úncia certeza é que a cabeça, todas as manhãs, vai tá ainda girando, latejando, e a garganta pedindo por água, ou outra cerveja, o que melhor convir.

12/10/2009

pro ego II

"valorizando quem sabe
...levar a vida fácil...
.fácil, fácil..."

05/10/2009

#35

até os jornais de hoje
com notícias de ontem
..............chegaram
....e eu
ainda nessa mesa de bar

03/10/2009

aquelas sextas que por mais que a gente chape, tudo em volta ainda é careta

uma sexta-feira a noite sem chuva, finalmente. depois de umas cervejas e um peça de teatro, outro bar e outras garrafas. na verdade acho que já faz umas seis horas que estamos por ai bebendo, andando dum bar pro outro, trocando algumas palavras, poucas risadas, acompanhados duma cara de sono.
pego um táxi pra voltar. os dez reais que me restam no bolso, pro resto do final de semana, não resistem ao trauma duma quase faca enfiada no estômago. ou das coronhadas que aquele cara recebeu essa noite por chutar um homem. gasto cinco e atravesso o viaduto mais fodido. em casa um pornô barato num canal aberto. gozo em cinco minutos.
tem algo mais deprimente que isso?

23/09/2009

um bar escroto com um punk do velvet nas caixas de som

tumtum pápá, tumtum pápá, tumtum pápá
fazia o som da bateria naquela noite. rápido, frenético.
e as pessoas continuavam andando. eu, atrás

tumtum pápá tumtum pápá tumtum pápá
do banheiro saia direto pro bar
uma linha, uma dose de whisky
uma garota sentada fumando um cigarro

tumtum pápá tumtum pápá tumtum pápá
- e ai, tranquilo?
a fumaça jogada na cara
- oi
- olha só, já te vi por aqui, não? nesse bar, nesse mesmo banco, com esse mesmo cigarro?
- eu costumo fumar esse cigarro
- queres um pouco?
a bebida displicentemente levada pra frente. Um pouco cai direto pro vestido dela
- valeu

tumtum pápá tumtum pápá tumtum pápá
- olha só, vou ali no banheiro
a fumaça, novamente, na cara
- é..pode ser, vou junto

tumtum pápá tumtum pápá tumtum pápá
no banheiro o vício é estendido em cima da carteira
a garota sentada na privada, de vestido e pernas abertas
segurando meu copo de whisky

tumtum pápá tumtum pápá tumtum pápá
uma em cada narina
duas pra cada um
ela levanta e bebe todo meu drink
- me paga outro?

tumtum pápá tumtum pápá tumtum pápá
- um whsiky
....
- valeu
o show continua.
tumtum pápá tumtum pápá
saimos pra dançar

tumtum pápá tumtum pápá tumtum pápá
luzes de diversas cores, as pessoas se esbarrando
pulando e dançando
na pista eu ja tava enlouquecendo, a garota derrubando minha dose de whisky
jogando o cigarro fora e me dando um beijo

tum.. tum pá.. pá...tum.. tum pá.. pá
agora a bateria já soa mais devagar.