26 de out. de 2008
quando a canção acaba ela vira música #4
há uma semana minha garganta sofre. uma inflamação que acaba comigo, não me deixa falar ao acordar.
há uma semana tento melhorar tomando cervejas geladas, whiskys baratos e tragando a fumaça dos baseados que insisto em fumar.
há uma semana chove nessa cidade. meus tenis estão molhados, meu guarda-chuva estourou em algum vendaval.
há uma semana ando com a calça rasgada.
há uma semana decidi largar a faculdade. mas mesmo assim estou a uma semana lendo todos os textos, fazendo todas as provas, entregando alguns trabalhos.
faz uma semana que conheci pessoas novas.
faz uma semana que não durmo direito. que acordo no meio da noite. que vou deitar na madrugada. que o meu despertador é ignorado.
faz uma semana que não falo contigo. faz vinte anos que eu enjôo das pessoas.
faz uma semana que tu pensa em como me chamar de medroso, de criança.
há uma semana eu não paro. não durmo. não leio um livro. não vejo um filme.
faz uma semana que tu quer alguma satisfação. que tu quer a resposta da mesma pergunta que tu me faz a dois anos.
faz um dia que tu me chamou de criança. querendo falar sobre amor por email. por mensagens anonimas.
faz uma semana que vivo num caos.
faz um dia que tu estampa na minha cara que tenho medo
é que não consigo amar intensamente, quando não te gosto o sufuciente.
faz dois meses que tu considera o que escrevi a três meses atrás.
faz dois meses que estamos tentando. e faz uma semana que desisti.
faz uma semana que eu tô cansado. que não acho sentido pra tanto tempo perdido.
faz uma semana que sou criança, por não querer mais estar contigo.
25 de out. de 2008
aula sábado - manhã
blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá
blá bláblá bláblá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá
blá bláblá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá
blá blá blá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá
blá blá blá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá blá bláblá blá blá blá blá
blá bláblá blá blá blá blá
blá bláblá blá blá
blá blá blá
mariana? eu!
paola? eu!
pamela? presente!
patricia? presente!
pedro? eu!
rafaela? eu!
ricardo? . . .
...................aqui
3 de out. de 2008
30 de set. de 2008
lou reed, leminski, ginsberg e cazuza
Nunca vou ouvir falar de rimbaud negociando escravas brancas. Nem vou ver o Alen ginsberg pagando michê no alasca
Nunca vou sentir a maldição.
walk on the wild side
nunca vou chorar num banheiro sujo. não vou ver a face de deus
nunca vou sentir lou reed, warhol, nico & heroin
nunca vou transar teatro. ou tocar minhas canções
nunca vou transar com cadáveres
nem ser currado por animais, ou homens
nunca serei aquilo que agente é
e isso nunca vai me levar a lugar algum
nunca vou descobrir que a vida é bela
por que só as mães são felizes
28 de set. de 2008
27 de set. de 2008
(a)lento tempo
que tudo que ele falava
não passava
de idéias contadas
por outros caras
mas ele sacava
o que nos mostrava
formava teses
divagava
retrucava
e nunca parava
passavam horas
e não conversava
fumava cigarros
doses lhe animavam
a diferença que nos aproximava
e que ele fazia
o que eu só falava
20 de set. de 2008
deu na tevê
descobri que a solidão causa ataque cardíaco
junta com a minha genética
tô fudido
17 de set. de 2008
13 de set. de 2008
11 de set. de 2008
quando a canção acaba ela vira música
compraria garrafas de vinho de péssima qualidade
porque sei que depois a ressaca não seria tão ruim
se tudo acabasse amanhã
compraria garrafas de vinho de péssima qualidade
e beberia-as com todo o prazer
porque sei que depois a ressaca não seria tão ruim
se tudo acabasse amanhã
compraria garrafas de vinho da pior qualidade
e gozaria de bebe-las jogado no chão da sala
porque sei que depois a ressaca não seria tão ruim
se tudo acabasse amanhã
compraria garrafas de vinho de péssima qualidade
beberia com todo o meu prazer
por que sei que depois a resaca nao seria tão ruim
se tudo acabasse amanhã
compraria garrafas de vinho de péssima qualidade
para comemorar
porque sei que depois a ressaca nao seria tão ruim
se tudo acabasse amanhã
compraria as piores garrafas de vinho
e beberia-as sozinho para comemorar
porque sei que depois tu sempre volta
se tudo acabasse amanhã
compraria as melhores garrafas de vinho
e beberia-as atirado na cama com todo o prazer
porque sei que depois a ressaca seria pior contigo
10 de set. de 2008
ben #1
e mais uma noite como a do último sábado
fico com os comprimidos
que me fizeram falar contigo
e depois te ignorar no final de semana
9 de set. de 2008
uma dose de incoseqüência pode nos fazer bem
é que antes de falarmos
ou fazermos
pensamos demais
porque a política sempre volta
O "Atelier Livre da Prefeitura" vive em situação de risco e condições precárias de funcionamento. O espaço, que já contou com 1.000 alunos, hoje possui em torno de 300. Quais os planos para esse espaço visando à retomada de "status criativo por excelência" que já possuiu em períodos anteriores?
essas e outras perguntas, respondidas pelos candidatos à prefeitura de Porto Alegre estão no Blog do Arteweb numa entrevista exclusiva e reveladora, por que não!
Porque votar consciente também é uma arte
26 de ago. de 2008
24 de ago. de 2008
tua hiperatividade é uma merda, mas eu preciso dela
Queria dar uma volta, fazia dois dias que estava em casa, caminhando do quarto para a sala, da sala para a cozinha, da cozinha para a sala, para o quarto e depois vomitava tudo no banheiro.
Na verdade esperava que tu estivesses andando pelas ruas do bairro. Em outros momentos, quando não queria, sempre te encontrava saindo de um bar ou entrando na casa de alguém.
Antes de sair desliguei o Ian Curtis das caixas de som do meu quarto. Um sábado pré-domingo de chuva há dois dias trancado num apartamento de 30 metros quadrados, Joy Division era a trilha perfeita.
Enrolei um baseado. Caso te encontrasse, certamente fumaríamos. Se não te encontrasse viajaria sozinho, como de costume nesses últimos dias.
Fazia frio e a cidade estava calma. Já anoitecia e as pessoas, com medo das ruas, trocavam os parques pelas suas casas. Eu saia, com medo de ficar em casa por mais 1 minuto.
Quadras passaram e nada de ti, de ninguém. Encontrei um mendigo que conversara bêbado uma noite qualquer no meio da semana. Lembro que dividimos um cigarro, dele. Não fumava, me fazia muito mal à nicotina e as outras substâncias. Minha asma já tinha suportado três anos de maços, e não resistia mais.
Entrei num bar, desses que surgem encravados num prédio antigo. Uma mesa no fundo e uma cerveja. Muito barulho e as paredes me apertavam. Sai de casa porque não agüentava mais ficar entre aquelas quatro sustentáveis e claustrofóbicas paredes - e nem outra qualquer.
Caminhei pelo parque que tinha ali perto, já anoitecera e entre as árvores poucos se arriscavam a passar. Tinha medo, mas a necessidade de adrenalina, ou qualquer experiência que me agitasse, superava qualquer trauma que, por ventura, poderia ter.
Encontrei outros conhecidos, mas não parei para conversar. Apertei o passo fingindo um compromisso inadiável ali na outra esquina. Nunca nos falamos muito mesmo. O que conversaríamos a essa hora nesse lugar?
Do outro lado, olhando a outra rua, sentei num banco e parei.
Enquanto olhava ônibus passarem, minha cabeça girava num fluxo de pensamento incrível. Quando me dava conta do que estava pensando, outra coisa surgia e mudava meu raciocínio. Talvez a incrível quantidade de remédios consumidos na noite anterior ainda fizesse algum efeito. Ou não.
Acendi o baseado, sozinho. Os ônibus diminuíram o fluxo. Os carros passavam com calma. Os postes de iluminação acenderam. As poucas pessoas que caminhavam com passos apertados, diminuíram o ritmo e contemplavam a noite fria e calma.
Minha cabeça já não pensava mais como antes. Leves divagações se misturavam ao olhar fixo num ponto perdido no final da quadra.
Já quase no fim da droga tu aparece fumando um cigarro. Te chamei e me arrependi quando falei a última vogal do teu nome.
Já chegou contando história, me abraçando, beijando no rosto. Nem sentou no banco. Ficou ali pulando e as cinzas do teu cigarro caiam sobre o meu colo.
Te ofereci um pega. Aceitou e fumou todo o resto que tinha, ainda de pé e contando outra história. E eu tentava entender a anterior.
Deve ter passado uma hora. Tu falavas e eu ria. No sétimo cigarro que acendeu, roubei ele da tua boca e tu reagiu com um beijo.
Já estava completamente escuro naquele parque e ninguém mais passava por ali.
Outros trinta minutos perdemos nesses beijos e abraços que aconteciam naquele banco. Tu continuavas agitada.
Pegamos um ônibus e fomos para a tua casa. Na chegada umas cervejas que gelavam na geladeira.
No teu quarto transamos a noite inteira. Entre conversas, copos e sedas, fazíamos o que melhor sabíamos juntos. Quando amanheceu tu parou e dormiu. Pela primeira vez escutei o silêncio naquela noite/dia. Uma calmaria invadiu meu corpo nu e deslizei para dentro do colchão, contigo virada para o outro lado da cama
Quando abri os olhos do pequeno transe tu dormias como um bebe ai do lado. Tudo estava calmo. Parei de admirar teu corpo e girei meus olhos pelo quarto. E ai me dei conta de que estava entre as tuas quatro paredes.
Acendi um cigarro.
23 de ago. de 2008
18 de ago. de 2008
não sofro de insonia e durmo denoite pensando em ti #6
e me convidasse para sermos felizes
eu aceitaria
mesmo que minha voz hesitasse em vários momentos
e quando não saberia mais o que te falar
te convidaria para fumar outro
não é para pensar que fujo de algo
só não encontro o melhor jeito de dizer sim pra todas propostas que me fizer
e se um dia chegarmos a desistir de sermos felizes
pelo menos saberemos que o que aconteceu não ficou só em nossas imaginações
ou desejos