26 de ago. de 2008
24 de ago. de 2008
tua hiperatividade é uma merda, mas eu preciso dela
Queria dar uma volta, fazia dois dias que estava em casa, caminhando do quarto para a sala, da sala para a cozinha, da cozinha para a sala, para o quarto e depois vomitava tudo no banheiro.
Na verdade esperava que tu estivesses andando pelas ruas do bairro. Em outros momentos, quando não queria, sempre te encontrava saindo de um bar ou entrando na casa de alguém.
Antes de sair desliguei o Ian Curtis das caixas de som do meu quarto. Um sábado pré-domingo de chuva há dois dias trancado num apartamento de 30 metros quadrados, Joy Division era a trilha perfeita.
Enrolei um baseado. Caso te encontrasse, certamente fumaríamos. Se não te encontrasse viajaria sozinho, como de costume nesses últimos dias.
Fazia frio e a cidade estava calma. Já anoitecia e as pessoas, com medo das ruas, trocavam os parques pelas suas casas. Eu saia, com medo de ficar em casa por mais 1 minuto.
Quadras passaram e nada de ti, de ninguém. Encontrei um mendigo que conversara bêbado uma noite qualquer no meio da semana. Lembro que dividimos um cigarro, dele. Não fumava, me fazia muito mal à nicotina e as outras substâncias. Minha asma já tinha suportado três anos de maços, e não resistia mais.
Entrei num bar, desses que surgem encravados num prédio antigo. Uma mesa no fundo e uma cerveja. Muito barulho e as paredes me apertavam. Sai de casa porque não agüentava mais ficar entre aquelas quatro sustentáveis e claustrofóbicas paredes - e nem outra qualquer.
Caminhei pelo parque que tinha ali perto, já anoitecera e entre as árvores poucos se arriscavam a passar. Tinha medo, mas a necessidade de adrenalina, ou qualquer experiência que me agitasse, superava qualquer trauma que, por ventura, poderia ter.
Encontrei outros conhecidos, mas não parei para conversar. Apertei o passo fingindo um compromisso inadiável ali na outra esquina. Nunca nos falamos muito mesmo. O que conversaríamos a essa hora nesse lugar?
Do outro lado, olhando a outra rua, sentei num banco e parei.
Enquanto olhava ônibus passarem, minha cabeça girava num fluxo de pensamento incrível. Quando me dava conta do que estava pensando, outra coisa surgia e mudava meu raciocínio. Talvez a incrível quantidade de remédios consumidos na noite anterior ainda fizesse algum efeito. Ou não.
Acendi o baseado, sozinho. Os ônibus diminuíram o fluxo. Os carros passavam com calma. Os postes de iluminação acenderam. As poucas pessoas que caminhavam com passos apertados, diminuíram o ritmo e contemplavam a noite fria e calma.
Minha cabeça já não pensava mais como antes. Leves divagações se misturavam ao olhar fixo num ponto perdido no final da quadra.
Já quase no fim da droga tu aparece fumando um cigarro. Te chamei e me arrependi quando falei a última vogal do teu nome.
Já chegou contando história, me abraçando, beijando no rosto. Nem sentou no banco. Ficou ali pulando e as cinzas do teu cigarro caiam sobre o meu colo.
Te ofereci um pega. Aceitou e fumou todo o resto que tinha, ainda de pé e contando outra história. E eu tentava entender a anterior.
Deve ter passado uma hora. Tu falavas e eu ria. No sétimo cigarro que acendeu, roubei ele da tua boca e tu reagiu com um beijo.
Já estava completamente escuro naquele parque e ninguém mais passava por ali.
Outros trinta minutos perdemos nesses beijos e abraços que aconteciam naquele banco. Tu continuavas agitada.
Pegamos um ônibus e fomos para a tua casa. Na chegada umas cervejas que gelavam na geladeira.
No teu quarto transamos a noite inteira. Entre conversas, copos e sedas, fazíamos o que melhor sabíamos juntos. Quando amanheceu tu parou e dormiu. Pela primeira vez escutei o silêncio naquela noite/dia. Uma calmaria invadiu meu corpo nu e deslizei para dentro do colchão, contigo virada para o outro lado da cama
Quando abri os olhos do pequeno transe tu dormias como um bebe ai do lado. Tudo estava calmo. Parei de admirar teu corpo e girei meus olhos pelo quarto. E ai me dei conta de que estava entre as tuas quatro paredes.
Acendi um cigarro.
23 de ago. de 2008
18 de ago. de 2008
não sofro de insonia e durmo denoite pensando em ti #6
e me convidasse para sermos felizes
eu aceitaria
mesmo que minha voz hesitasse em vários momentos
e quando não saberia mais o que te falar
te convidaria para fumar outro
não é para pensar que fujo de algo
só não encontro o melhor jeito de dizer sim pra todas propostas que me fizer
e se um dia chegarmos a desistir de sermos felizes
pelo menos saberemos que o que aconteceu não ficou só em nossas imaginações
ou desejos
17 de ago. de 2008
fluxo de pensamento - ou apenas um porre que ainda não acabou
..o pior de tudo é que já pensei de mais....agora, parado aqui, não consigo seguir a linha de pensamento que tive. ! foi muito rapido ( porra de acento que não cabe em nenhuma vogal) uma quadra, um final de noite que começou dia e ainda nem sei quando vai terminar....
..pior de tudo é que aquela festa "???" tava boa, um som legal, gente legal, garotas legais e as porras dos meus pensamentos atrapalhavam tudo, ou me mostravam o que sempre quis saber...blablabla
..puta que pariu, alias pariu escrito é muito estranho, será que se fala do mesmo jeito que se escreve? puta que pariu fiquei a noite inteira ou mandando mensagens, ou bebendo cervejas, ou dançando sozinho, junto com uma galera, e, mesmo que ela tenha passado a noite inteira a roçar a bunda em mim, mesmo beijando outros caras, eu acabei na casa dela sentado no sofa enquanto ela falava e falava e falava....hiperatividade, apesar (???) de tudo não consigo aguentar....
..e as merdas dos pensamentos que tive caminhando insistem em não voltar.....e o pior é que uma frase boa tinha aparecido no meio de tudo....mas acabei perdendo, ou esquecendo de proposito só para não ter que assumir qualquer compromisso...
..e ainda passei parte da noite na casa dela, louco pra beijar ela denovo, sem ninguem saber, sem nem nós ter qualquer conhecimento do que estamos fazendo....acabar o novo dia beijando e beijando e beijando sem saber o porque, mas sabendo o porque de não estar fazendo nada....á que merda de tesão que não acaba com uma noite na cama dela...eu quero mais, mas talvez ela não queira, e talvez eu tambem não queira perder quem eu realmente quero, ou que pelo menos quem dizem que quero, e sei que estão certos....
..e continuo aqui a escrever, ainda tentando lembrar das coisas que pensei enquanto caminhava e não tinha nenhum lugar a não ser a minha cabeça girando de alcool para lembrar daquelas mesmas coisas que acabei de esquecer...
..e o pior de tudo é que me lembro do final....e no meio de tudo eu ja sabia o final...e enquanto em tentava dançar com outras, beijar outras, pensar em outras, sentir outras - mesmo não conseguindo te sentir nas ultimas vezes - e as outras que eram tantas, tão distantes naquela mesma pista de dança, o pior é que eu ainda sei o final
e o pior...................
é que eu ainda continuo pensando em ti!!!!!!!!!!!
6 de ago. de 2008
"de cara - ..."
pra dizer pra ela
soa ridiculo dizer isso
mas agora
tenho medo
eu preciso dizer
o que o caetano escreveu numa canção
eu quero dizer
pra essa mulher
assim mesmo que já disseram
a música do caetano que acabei de escrever
4 de ago. de 2008
as coisas não começaram bem - ou elas estavam boas e terminaram
o primeiro dia de seis meses de dias iguais e que me deixam mais igual ainda
é apenas segunda e nem o princípio de mudança ocorrido na tarde faz sentido
segunda-feira denoite e eu entediado em casa
louco para sair
para não ter que viver mais outro semestre igual aos já outros quatro vividos
é segunda-feira e a úncia coisa que me tira do normal
é o whisky que bebo querendo mudar
diretas #37
- nosso caso é muito estranho
e ela respondeu com um beijo dez dias depois
quando ele voltou
2 de ago. de 2008
último sábado de férias (não que isso tenha muita importância) e eu em casa
uma temperatura ótima para caminhar pelas ruas
entrar em qualquer bar e beber qualquer bebida ao som de qualquer conversa
mesmo que seja o silêncio o melhor papo
alguns filmes locados, dois assistidos
cervejas que sobraram da visita dos pais
vinil do caetano veloso rodando na sala
incensos sendo queimados
um baseado para ver se algo melhora
bob dylan, cazuza, stones, lou reed e mais um monte de gente cantando nas caixas de som do meu quarto
uns goles no jack daniel's recém comprado
curtas que passam num programa de baixa audiência na tve
tentativa de marcar algo para fazer no domingo
planos para a semana
vontade de beber um pouco de todas bebidas compradas na fronteira
ainda o mesmo baseado para fazer compania
alguns poemas do ginsberg
uma caminhada até a rua do lado esperando encontrar alguém, ou algo
the doors, vitor ramil, andres calamaro e várias pessoas ainda cantam nas minhas caixas de som
um violão com uma corda a menos
idéias de novas pinturas na parede
leitura em mais um livro sobre os beats
ainda o ritmo de noites dormidas graças aos porres tomados desde as manhãs em ares castelhanos
cigarros, se os tivesse e eles não me fizessem tão mal
mais uns poucos goles no whisky
algumas músicas que nem identifico mais
sem saco para fumar outro sozinho
mais um final de semana de ócio
mais um final de férias de ócio
mais um início de semestre de ócio
e uma vontade filha da puta de fazer algo
mesmo que seja um porre
mas pelo menos acompanhado
1 de ago. de 2008
o nome dela aqui cairia bem
e eu ainda tenho dúvidas
26 de jul. de 2008
b(?) aires
continuam comendo de boca aberta
vangloriando o porre que nao terminou bem
durmindo na rua, em cima do teclado, em qualquer lugar
gritando feito um louco
caminhando sem conhecimento do corpo
batendo nos outros, nao sabendo andar
e se achando generoso
por querer pagar algo que perdeu
e não era seu...........muito menos meu
continuam sendo meus amigos que tentei me afastar
continuam achando que contar histórias
de porres solitários
é atrativos para mulheres
e homens
continuam achando que o bom de viajar
é beber dentro de um albergue
que caminhar pela cidade
é pior que beber a cerveja local
é pior que andar e andar e andar
como seus ídolos realmente faziam.
continuam a não ter opinião
a falar idéias prontas
de quem veneram
mas poucos conhecem
continuam a ser o gênio que não é
mas que pensam que são
nao mudei
ainda quero te beijar
17 de jul. de 2008
viajar é preciso
quando voltar
não repare na mudança
ela foi boa pra mim
e melhor ainda para nós dois
hasta
"...porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante - pop! - pode-se ver um brilho azul e intenso até que todos aaaaaaah!..."
12 de jul. de 2008
da sequência crise de criatividade que o interior nos proporciona (ou apenas uma simples revelação)
não que seja insuportável a convivência - ainda há conversas - mas
mas aquele cigarro já não tem o mesmo gosto
aquela música já não nos deixa em transe
eles continuam iguais. o problema é teu mesmo
hoje nos tornamos conhecidos
um dia seremos histórias sem nomes
23 de jun. de 2008
diretas #13 - num bar
médico: eu salvo vidas
estudante de jornalismo: eu escrevo e o cara escolhe se quer se matar ou não
...
12 de jun. de 2008
9 de jun. de 2008
ano 2008
Mesmo com as fortes revelação de roubalheira e a falta de ética da política gaúcha, não foram vistas pessoas que protestassem contra o saqueamento do dinheiro que pagam em forma de impostos e afins.
A movimentação na praça da Matriz ficou a cargo dos políticos envolvidos nos escândalos, que realizam reuniões para melhorarem a imagem do partido frente as denúncias.
Por outro lado, no dia de hoje, quando César Busatto depõem na CPI para contradizer as falas que o mesmo confirmou no dia 26 de maio, assessores e amigos aplaudem a cada frase dita pelo ex-chefe da Casa Civil.
Em relação ao responsável pelas gravações escondidas, Paulo Afonso Feijó, um futuro candidato a prefeitura de Porto Alegre defende a atitude sacana do vice-governador do estado. Onyx Lorenzoni acredita que a falta de ética é justificada pelo fato de Feijó ter revelado o que todos sabiam: a política está uma merda em todo país!
Por fim, a CPI apurará os casos, ninguém será julgado, a sacanagem continuará e a população permanecerá em suas casas reclamando em frente ao jornal das 8 horas. Tudo isso devido a forte frente fria que atinge o estado no início do inverno.
3 de jun. de 2008
diretas #9
eu sentado num banco onde minhas pernas nao cabem
a rafaella em pé roendo as unhas
Oh vida!